O polo equestre começou a ser praticado no Brasil a partir da década de 1920, por imigrantes inglese, fazendeiros e militares brasileiros, principalmente no interior de São Paulo, onde até hoje tem grande expressão. Sir Willian Prytman se destacou como principal figura do desenvolvimento do polo na cidade do Rio de Janeiro. Tanto que o primeiro campo de polo civil foi criada na Gávea Polo Club. No Rio Grande do Sul, o polo foi trazido através dos “Hermanos” uruguaios e argentinos, além da preponderância do polo militar. O exército se destacou no polo sendo campeão estadual e nacional. O primeiro campo da Sociedade Hípica Paulista, foi na sede de Pinheiros/SP. Com o passar do tempo, várias equipes foram se formando na região. Durante os anos de 1960, uma nova geração de jogadores surgia e substituía a antiga. Em 28 de novembro de 1963, foi fundada a Federação Paulista de Polo. Com a organização do polo no país, o Brasil conseguia um feito na Copa Vargas, em Buenos Aires, sobre os argentinos forçando uma terceira partida. Algo inédito na época. O Brasil passou a ser reconhecido mundialmente no final da década de 1960, quando as equipes de Rio Pardo, Toca e Sapezal, conseguiram, respectivamente, as conquistas da Copa Vargas, Alessandri e Mundialito de Polo. Graças a estes feitos, jogadores brasileiros foram convidados para atuar em outros países. Um dos jogadores que obteve maior êxito fora do Brasil foi Silvio Junqueira Novaes, que além de atuar por várias temporadas na Inglaterra e ter feito oito gols de handicap, viu sua égua Elke ser premiada como melhor animal da temporada inglesa. Após a fundação da Federação Internacional de Polo, começou a ser disputado o Campeonato Mundial de Polo. O Brasil sagrou-se três vezes campeão e uma vez vice.

Outro fato curioso do esporte ocorreu na visita do príncipe Charles (FOTO ACIMA) ao Brasil, em 1978. O herdeiro da coroa inglesa e grande entusiasta do esporte disputou alguns jogos em equipes civis e militares, em partidas em São Paulo e Brasília. Atualmente o Brasil detém três títulos mundiais, mesmo número de conquistas da Argentina. Praticam o esporte apenas pessoas da elite, grandes empresários ricos e milionários como Ricardo Mansur, André e Fábio Diniz, João Paulo Ganon, José Eduardo Matarazzo Kalil e tantos outros que integram a lista de quase 500 polistas brasileiros e sustentam um luxo destinado a poucos. A Syrillus possui belíssimas polos em homenagem a este esporte, sinônimo de personalidade e determinação, um estilo de vida.

Fonte: travinha.com.br